Coral da Guarda Mirim participa de solenidade em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932

Na manhã do dia 9 de julho, o Coral da Guarda Mirim de Rio Claro participou da solenidade cívica em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, realizada na Praça Cívica 21 Irmãos Amigos. O evento reuniu autoridades, representantes de entidades e a comunidade para celebrar uma das datas mais importantes da história paulista.

Representando a diretoria da Guarda Mirim, o Diretor Vice-Presidente, Ellery Sebastião Domingues de Moraes, esteve presente na cerimônia, reforçando o compromisso da instituição com a valorização da cidadania, da memória histórica e dos princípios democráticos. Sob a regência da maestrina Graziele Tinós, o Coral da Guarda Mirim abrilhantou a solenidade com sua participação, contribuindo para o caráter cívico e solene da homenagem. 

A cerimônia prestou homenagem aos homens e mulheres que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento que marcou a luta pela restauração da ordem constitucional, pela democracia e pelas liberdades públicas, além de destacar a importante participação do município de Rio Claro nesse momento histórico.

Rio Claro na Revolução de 32

Embora Rio Claro não tenha sido uma frente de combate durante a Revolução de 1932, o Município desempenhou um papel estratégico, segundo o historiador e jornalista José Roberto Santana, a cidade participou com 483 voluntários e ofereceu suporte financeiro e logístico, incluindo a confecção de fardas para os soldados. Além disso, Rio Claro foi responsável pela construção de um dos trens blindados utilizados em combate, nas oficinas da Cia Paulista.

O historiador militar, coronel PM Luiz Eduardo Pesce de Arruda, destacou a atuação ativa da cidade no movimento, especialmente com o funcionamento de uma das "Casas do Soldado", locais preparados para alimentar e higienizar os combatentes antes de retornarem à batalha.

Cinco rio-clarenses perderam a vida na guerra paulista, e três deles – Othoniel Marques Teixeira, Benedicto Carlos Brunini e Domingos Mazzulo – têm seus nomes imortalizados na estátua criada pelo escultor Wilmo Rosada, instalada na entrada do Cemitério Municipal São João Batista. O monumento ao "Soldado Rio-Clarense", inicialmente inaugurado em 9 de julho de 1935 na Praça da Liberdade, foi posteriormente transferido para o cemitério.

A participação da Guarda Mirim de Rio Claro no ato cívico reforça o compromisso da Instituição com a memória histórica, promovendo valores de cidadania e respeito às tradições para a Sociedade de Rio Claro.

Galeria de Imagens

Clique nas imagens para ampliar a foto.